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Trem na Tailândia: nossa experiência em um “Ordinary train”

Como decidimos usar o Ordinary Train

Nós, mochileiros e super mega ligados a planejamento que somos, decidimos ir para Lopburi, a famosa cidade tailandesa infestada de macacos, que fica a aproximadamente 140 km de Bangkok, na noite anterior da viagem. Sem saber o que nos esperava, contamos neste post como é viajar em um Ordinary train, categoria barata de trem na Tailândia.




 

Vagão de trem na Tailândia - ordinary train
Vagão de trem na Tailândia

Na noite anterior a viagem, pesquisamos o que fazer, como chegar e, por último, verificamos o clima e os valores dos trens. Vimos que o trem para lá é o mesmo que vai para Ayutthaya e os valores, sem taxas, estavam praticamente os mesmos.

Existia um trem saindo às 7:00, que era denominado “Rapid” e que, sem taxa, custava 28 bahts a terceira classe. O valor era super ok mas, como já era super tarde, não queríamos acordar tão cedo.

Vimos que o próximo trem custava o mesmo valor sem taxas (28 bahts) e saia no horário perfeito: 08:30. Arrumamos as mochilas e colocamos todos os eletrônicos para carregar.

como-viajar-de-trem-na-tailandia ordinary train

Nós criamos um outro post com mais dicas sobre como viajar de trem na Tailândia, e você pode acessar clicando na imagem ao lado ou aqui.

 

 

 

 


Dormimos um pouco (cerca de 4 horas) e acordamos as seis da manhã para nos arrumarmos. Tomamos banho, café da manhã, fizemos os últimos ajustes e partimos para a parada de ônibus. Chegamos na estação em menos de 25 minutos e nos direcionamos direto para a bilheteria especial para turistas. A atendente, super sorridente, como sempre, nos disse que só restavam lugares na segunda classe do próximo trem (das 08:30) e que eles custavam, aproximadamente, 800 bahts para duas pessoas.

Este preço, além de absurdo comparado com o que pagamos para ir à Ayutthaya (30 bahts para duas pessoas), era para um vagão “super luxuoso” com ar condicionado. Pedimos para ela nos mostrar outras opções e, o que nos restou, foi o trem das 09:25, denominado “Ordinary train” ou a terceira classe. Vamos contar, agora, a nossa experiência e dar algumas dicas para vocês sobre ele:

Confira disponibilidade e valor dos trens para Lopburi e outras partes da Tailândia

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Na espera de praticamente 1h30, fizemos um vídeo sobre a estação e escrevemos as principais informações para o nosso “Guia completo sobre a estação Hua Lamphong, o terminal de trens de Bangkok”, que já está ficando pronto.

Nossa experiência no Ordinary Train, terceira classe de trem na Tailândia

Entramos no vagão às 09:00 aproximadamente e o trem partiu somente às 09:50, atrasado. 😛 Conseguimos um lugar bem bom e ficamos sozinhos entre quatro cadeiras, esticamos as pernas e curtimos a brisa. Depois de muitas paradas demoradas no meio de pontes, chegamos na primeira estação, depois na segunda e, na terceira, duas mulheres sentaram em um dos nossos quatro lugares. Da quarta estação em diante tivemos que dar lugar para um menininho sentar entre nós e o vagão estava abarrotado.

O calor naquele vagão estava uma coisa de outro mundo e o trem andava tão devagar que nem vento da janela recebíamos. Várias pessoas entrando e poucas pessoas saindo e, depois de QUATRO horas (sim, quatro horas), nós finalmente chegamos.

Dicas para quem pegar um “Ordinary train” na Tailândia

Para ver nossas dicas sobre como viajar de trem na Tailândia, clique aqui. Estas são nossas dicas específicas para o “Ordinary train“:

  • Para pegar este tipo de trem você tem que escolher: ou fica na janela recebendo um pouco de vento mas tomando sol o tempo todo na cara ou você fica no corredor com todas as pessoas que passam vendendo coisas batendo todo o tipo de sacolas, cestas e mini geladeiras no seu braço ou cabeça, como na foto abaixo:
Vendedora tailandesa no Ordinary train - Trem na Tailândia
Vendedora tailandesa no Ordinary train – Trem na Tailândia
  • Não fique perto das saídas. Todos se aglomeram na porta e o meio fica “vazio” (ou, como é melhor dizer, menos cheio). Também não fique perto do banheiro que, além de ser passagem, fica bem fedidinho.

 

Não viaje sem seguro! um dos principais gastos dessa nossa longa viagem pela Ásia é o seguro viagem, pois sabemos que se prevenir é sempre importante, principalmente quando se trata do quesito saúde. Comprovamos isso quando o Bruno bateu a cabeça e precisou ser hospitalizado na Tailândia. Nós estávamos cobertos pela World Nomads e o suporte foi sensacional, e em português. Outro grande parceiro brasileiro é a Real Seguro Viagem. Saúde durante a viagem não é brincadeira, não arrisque viajar sem seguro. 😉

 

  • Se você pegar um trem lerdin como este, procure o que fazer: acabe com a bateria do seu ipod, tire fotos das paisagens, leve um livro, durma ou faça como nós e produza.  Cada um de nós fez dois posts para o blog nas quatro horas de viagem 😉
Escrevendo este post no ordinary train #liveexperience - Trem na Tailândia
Escrevendo este post no trem #liveexperience

Ps.: Só tome cuidado para não acabar com a bateria de todos os aparelhos eletrônicos e ficar incomunicável ao final do dia.

Conclusão

Acho super válido pegar o Ordinary train e pegaria novamente sem problemas mas, agora, vou estar preparada e vou ter noção do que pode acontecer. Se eu puder escolher, com certeza, esta será a minha última opção já que o trem, além de não ter ar condicionado, anda MUITO DEVAGAR e isto faz com que você perca tempo no seu destino final. Pelo valor da passagem, 28 baht (cerca de 2,80 reais), a viagem super valeu a pena e o destino final, Lopburi, foi suuuuuper legal.

Gostou da dica? Já usou trem na Tailândia? Conta pra gente aqui nos comentários! Se quiser ver mais fotos ou vídeos sobre Tailândia e outros países da Ásia, siga as nossas redes sociais: Instagram, Facebook e YouTube.

 

Veja também:

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ordinary-train-na-tailandia - trem na Tailândia

Victória Farina
Victória Farina
Nascida em São Paulo, estudou Lazer e Turismo (USP) e tem no DNA a palavra viagem. É muito organizada, mas se perde totalmente quando o assunto é mapa ou localização. Ama dar dicas de viagens e contar as experiências que já viveu. Já visitou mais de 30 países e, agora, está viajando pelo Sudeste Asiático, num mochilão que já dura um ano.
http://www.naproadavida.com/

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