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Port Manning (IPM): saiba como funciona, como mudar e o que fazer durante

Quando eu embarcar, vou sair do navio todos os dias, conhecer todos os lugares…“.

Esse é o pensamento da maioria dos tripulantes antes de embarcar. Para alguns sim, isso é realidade, podem sair sempre que o navio pára, podem voltar somente quando o navio está próximo de sair, mas para uma grande maioria, isso não é verdade.


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A bordo, existe uma coisa chamada In Port Manning (IPM), uma palavra que assombra a maioria dos tripulantes, mas que é obrigação de todos cumprirem por lei.
O Port Manning, foi criado para garantir a segurança dos passageiros e também tripulantes, quando o navio estiver atracado. Ou seja, toda vez que o navio está parado em algum porto, devem permanecer a bordo pelo menos dois tripulantes de cada departamento, para que em caso de emergência eles possam auxiliar, principalmente na evacuação dos passageiros. Existem várias equipes a bordo, que são preparadas para agir de determinada forma dependendo da situação, como o Fire Team e equipes médicas.
Por conta disto, a companhia precisa escalar de alguma forma, os tripulantes que ficarão a bordo em todos os portos em que o navio parar. As companhias trabalham de forma diferente na hora de fazer isto, algumas tentam trabalhar de acordo com o horário de trabalho de cada departamento, umas trabalham com números e outras com letras, que é o caso da Costa, em que cada tripulante tem uma das letras do nome da companhia, e então eles fazem uma programação de alguns meses com as letras em cada um dos portos, por exemplo:
C Savona
O Civitavecchia
S Palermo
Não conta At Sea
T Palma de Mallorca
A Valencia
C Marseille
O Savona
S Civitavecchia
T Palermo
Não conta At Sea
A Palma de Mallorca


Você normalmente saberá a sua letra e seu duty no dia do embarque. Algumas pessoas e departamentos não entram no Port Manning, pois sempre (ou quase) trabalham em porto, que é o caso dos Tour Escorts, Hostess etc.

Mediterranea FWD pool

Em alto mar, todos os tripulantes já possuem a sua responsabilidade em caso de emergência, e esta pode mudar quando se trata de alguma situação em porto, e isso é bom estar atento, pois pode gerar um warning caso não saiba, e se dar mal em um caso real de emergência.
Apesar de já ter a certeza de que não poderá sair do navio no dia em que a sua letra for a da vez, existe uma possibilidade de trocar o Port Manning para o porto em questão. A cia. permite a troca do IPM desde que no seu departamento tenha algum tripulante com uma letra diferente da sua e que não esteja disposto a sair naquele porto, pois ele terá de ficar no seu lugar, com o seu duty. Trocar o IPM nem sempre é fácil, pois todo mundo sempre quer sair do navio, e o pedido deve ser feito pelo menos dois dias antes, embora eu tenha conseguido no mesmo dia, isso vai depender do Staff Captain.



O Port Manning às vezes é bem doloroso, pois dependendo da rotatividade dos cruzeiros, o tripulante pode estar sempre de IPM na mesma cidade, que foi o meu caso em Barcelona e muitas vezes em Mykonos, no meu primeiro navio, e normalmente são cidades que ninguém está disposto a perder ou trocar. Pode acontecer também de o Port Manning cair em um dia de overnight, e isso sim pode ser triste. Se o seu Port Manning for no primeiro dia, você pode sair do navio após à meia-noite e curtir a cidade, e por conta disso a gangway fica parecendo fila de balada antes das 00h00, com tripulantes loucos pra saírem. Agora, se o seu IPM for no segundo dia de overnight, sinto muito, mas provavelmente você vai passar a noite a bordo. É claro que existe a possibilidade de trocar, mas dificilmente você encontrará alguém disposto a isso, os latinos sempre querem sair, os asiáticos querem passar a noite no Wi-Fi do porto e as outras nacionalidades se enfiam no meio da galera.
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A visão que temos muitas vezes em Port Manning
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A visão que temos muitas vezes em Port Manning
Nestes casos, a melhor coisa a se fazer é aproveitar esse tempo a bordo para lavar suas roupas, dormir o máximo que puder durante os breaks, ir à Crew Beach aproveitar o sol, caso tenha, ver filmes e seriados entre outras várias coisas.

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Bruno Miguel
Já morei numa casa de lata flutuante onde o maior prazer era descobrir os sete mares. Trabalhei nos maiores eventos esportivos do mundo e vi o Bolt voando para mais um ouro no Rio de Janeiro. Hoje viajo o mundo sem data de volta para casa, na verdade, tenho chamado o mundo de minha casa. Não conto quantos países conheci pelo número de carimbos no passaporte, pois às vezes conheço dez países dentro de um só. Mergulhador e amante do oceano, amo aprender novos idiomas e coisas novas e escrevo sobre algumas das minhas aventuras no Na Proa da Vida.
http://www.naproadavida.com/

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