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Costa Serena: Um mês a bordo e o reencontro com o Mediterranea




Eu já completava quase um mês a bordo do Costa Serena, mas por incrível que parecia, eu ainda sentia falta do Costa Mediterranea, dos amigos que fiz por lá e dos momentos que vivi, sabia que deveria desapegar e viver onde eu estava agora, com as pessoas e amigos de agora.
O meu cabin mate Pong, o vietnamita, era completa e definitivamente louco, ele fazia umas coisas que para mim não eram normais e sempre que eu chegava na cabine, ele estava de cueca, sentado no chão, lavando as roupas em uma bacia. WTF?!?! No meio da cabine, cara? Só podia ser louco.
Costa Mediterranea - Savona
Costa Mediterranea atracado em Savona

No Serena, o William parecia ter se dado melhor com as pessoas e já fazia alguns amigos. Eu conhecia algumas pessoas e sempre saía com as mesmas. Logo quando cheguei as maiores amizades, obviamente, foram com o pessoal do buffet. O time do Serena era maior e a galera gente boa, e ao contrário do Mediterranea, cheio de brasileiros, pois esse era o navio que faria a temporada na América do Sul, os primeiros amigos foram a Maria, o Sandro (bixa descarada), Andressa, Juliana e as meninas que já conhecia do RFE, Beta e Cris.
A essa altura, eu já não sabia mais qual era o dia de semana que estávamos, mas era só pensar no lugar que iríamos atracar aquele dia, pra saber o dia certo, já que a rota era uma só e os mesmos lugares, nos mesmos dias da semana.  O verão já estava indo embora e o frio europeu chegando forte, da forma como é conhecido.
Quando eu havia completado um mês a bordo, o Serena e o Mediterranea se encontraram no porto de Savona. Era mais uma chance de rever os amigos. Pra brincar, coloquei a blusa da animação e a bermuda branca e fui para o Mediterranea.
Foi estranho ver minha antiga casa em frente e gigante. Falei com todos os securities que conhecia desde a gangway até o deck 0. Como não tinha muito tempo, fui direto ao buffet rever os amigos que estariam por lá. Não havia muita gente no buffet, e não encontrei o Poojary, então desci até a cabine do Jhonata, que não tava lá, na verdade, eu nem tinha certeza se aquela ainda era a cabine dele, bati, liguei… e nada. Então, fui para a cabine da italiana, que também não estava, mas quando eu deixei pra lá, e fui para o corredor, eu a encontrei, voltando para a cabine. Eu avisei que iria, só não tinha certeza do horário.
Foi a primeira vez que a cabin mate dela não estava lá, e a primeira vez que fiquei lá por mais de uma hora. Saindo de lá, dei mais uma volta no navio procurando os amigos, e encontrei um grande brother, o Alan, das brincadeiras na loja da Nike em Atenas e da cubana no overnight em Lisboa, que saudade daqueles dias. Todos me perguntavam se eu havia mudado de depto. por causa da roupa da animação.
serena
Costa Serena atracado em Savona
A italiana queria ir ao Serena, para também rever os amigos. Saindo do Mediterranea, foi como se um filme passasse na minha mente me levando de volta ao dia do transfer e toda a confusão que aconteceu.



Chegando no Serena, andamos pelo navio até a área do Squok Club, onde trabalham os animadores de crianças. Não tinha nenhum conhecido dela. Passamos uns minutos na minha cabine e logo ela tinha de ir embora para encontrar os pais no porto. Fomos até a gangway, e nos despedimos. E aquela seria a última vez que nos veríamos.

Como ainda tinha um pouco de tempo sobrando, era domingo, dia de Savona, eu não podia deixar de ir ao Bar do Tucano, o bar mais brasileiro da Itália, com um dono italiano. Fui comer a bela coxinha e o nosso maravilhoso guaraná, ainda na esperança de encontrar algum amigo do Mediterranea, mas novamente, não vi ninguém.
Tucano bar (2)
Tripulação no Bar do Tucano
Voltei para o navio, quase na hora do drill, que aconteceria durante o meu horário de trabalho, e isso é ótimo quando acontece. Após o drill, voltei ao buffet e o navio já estava deixando o porto novamente. Fui até a janela olhar mais uma vez (a última) para o Mediterranea, e me despedir, quando na back pool, avistei alguém que eu conhecia. Era o Cezar, grande Cezar amigo do bar, de histórias boas a bordo e que tinha feito o RFE comigo. Tinha certeza que ele não me veria pois eu estava dentro do buffet, mas sim, ele viu. Foi foda, achei que não veria ninguém da galera que eu andava, e o Cezar foi no último minuto. Fizemos uns sinais, um pro outro e os navios saíram mar adentro. Foi um dia bom, fiquei triste de saber que não teria outra chance de rever as pessoas, mas feliz por ter visitado o antigo navio e renovado um pouco as energias.
Vida que segue, pois mais amigos viriam, mais emoções, e o navio faria o crossing de vez para o Brasil.

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Bruno Miguel
Já morei numa casa de lata flutuante onde o maior prazer era descobrir os sete mares. Trabalhei nos maiores eventos esportivos do mundo e vi o Bolt voando para mais um ouro no Rio de Janeiro. Hoje viajo o mundo sem data de volta para casa, na verdade, tenho chamado o mundo de minha casa. Não conto quantos países conheci pelo número de carimbos no passaporte, pois às vezes conheço dez países dentro de um só. Mergulhador e amante do oceano, amo aprender novos idiomas e coisas novas e escrevo sobre algumas das minhas aventuras no Na Proa da Vida.
http://www.naproadavida.com/

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