Costa Mediterranea: o começo da minha vida a bordo

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Atualizado em Mar 28, 2021

Por: Bruno

Atualizado em Mar 28, 2021

Por: Bruno

Os primeiros dias a bordo e o começo no Costa Mediterranea não foram fáceis, com milhares de treinamentos, provas e avaliações, drills e mais treinamentos, tudo isso sem deixar de trabalhar. Como todo marinheiro de primeira viagem, eu me perguntava se era realmente isso que queria. Eu fui com a mente preparada para o pior, e sabia que era só o começo e podia piorar.

Costa Mediterranea o começo no porto de Katakolon, Grécia

Costa Mediterranea no porto de Katakolon, Grécia. | Foto: Bruno/@naproadavida

Costa Mediterranea, o começo…

O Costa Mediterranea tinha três diferentes rotas de cruzeiro, o que era um privilégio para nós tripulantes, pois estaríamos sempre em lugares diferentes, e não repetiríamos a mesma cidade a cada semana. Por conta dos diversos treinamentos, que na maioria das vezes caíam no meu horário de break, eu não tive a oportunidade de sair nos primeiros dias.

Trabalho em navios de cruzeiro
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Após a saída de Savona, passamos um dia at sea (em navegação), e no dia seguinte, atracamos em Málaga, Espanha. Me parecia uma cidade bonita, com uma praia cheia bem perto do centro e um clima diferente, pelo menos essa foi a impressão que tive olhando do Deck 10, o lugar onde tinha o melhor ângulo para ver a cidade. O dia seguinte foi outra tortura, estávamos em Casablanca, no Marrocos e eu novamente tinha algum treinamento e depois teria tempo para descansar um pouco ou ter que voltar ao trabalho.

Saindo do navio pela primeira vez

Para acabar com a “seca”, chegamos em Cádiz, na Espanha, e… EU TINHA TEMPO LIVREE! Não acreditava que sairia do navio após alguns dias de confinamento, sem pisar em terra firme e poder começar a conhecer um dos muitos lugares que passaríamos. Eu ainda não havia feito amigos a bordo, e os que já conhecia, estavam trabalhando.

Nas ruas de Cádiz, Espanha - Costa Mediterranea o começo

Nas ruas de Cádiz, Espanha

Muitas pessoas deixavam de sair por falta de companhia, eu nunca dependi muito dos outros e não ia ser no navio que isso ia acontecer, peguei uma mochila a câmera surrada que eu tinha e fui andar pelas ruas de Cádiz, a experiência foi maravilhosa, mesmo que em pouquíssimo tempo, sair do navio renovou as minhas energias e ânimo para os próximos dias.

Mudando de cabine

A bordo era uma correria, eu quase não via o meu cabin mate, mas já havia entendido o que ele quisera dizer com as palavras “my friend” e “change”. Um amigo e “paisano” dele, com um sotaque menos puxado, veio conversar comigo e perguntar se eu gostaria de trocar de cabine com ele, para que eles pudessem dividir a mesma. Eu não sabia com quem ficaria, mas aceitei, pois tinha acabado de chegar e isso não ia fazer uma grande diferença. No mesmo dia fizemos a troca com a Chief Crew, e me mudei para a cabine nova, onde ficaria com o Gutierrez, um senhor peruano que já tinha algumas dezenas de contratos e era muito gente boa.

Lisboa e a ponte 25 de Abril ao fundo - trabalho em navio de cruzeiros

Lisboa e a ponte 25 de Abril ao fundo. | Foto: Bruno/@naproadavida

Naquele mesmo dia, estávamos em Lisboa, Portugal e era overnight (o sonho dos tripulantes). Eu tive a oportunidade de sair durante o dia e conhecer uma parte de Lisboa e ir caminhando até a Torre de Belém, de cara me apaixonei pela cidade, era tudo tão novo e a sensação de sair do navio deixava tudo ainda mais fantástico, Lisboa merece um post somente falando da cidade e suas atrações.

Aprendendo algumas obrigações a bordo

Mas no navio existe algo chamado “Port Manning” e por esta razão, eu não pude sair do navio para curtir a noite de Lisboa, pois estava de “IPM” no dia seguinte. Conheci a Débora, que se tornaria uma melhor amiga a bordo, que tinha a oportunidade de sair no overnight, mas não tinha vontade.
A convivência com o Gutierrez na cabine era ótima, e nos entendíamos tranquilamente. Ele acabou mudando de cabine para ficar com outro amigo peruano, então, chamei o William, que era uma das poucas pessoas que conhecia para dividir a cabine comigo, o que seria melhor, pois nos conhecíamos e nos entediamos.

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O começo no Costa Mediterranea: fazendo amigos a bordo e mudando de ares

Trabalhando no time da pizzaria, fiquei muito amigo do Christian (peruano) e do Efrem (BR). As noites fechando a pizzaria foram as melhores que eu poderia ter no começo de um contrato. O clima totalmente descontraído e de cooperação total, tirava o medo do que viria e me fazia acostumar mais rápido com a rotina a bordo. Com o primeiro cruzeiro quase no fim, eles mudaram o meu horário.

A equipe de Snack Stewards com o supervisor indiano Yogesh Poojary. - Costa Mediterranea o começo

A equipe de Snack Stewards com o supervisor indiano Yogesh Poojary.

Agora eu trabalharia no set-up do café da manhã, começando às 5h da manhã todos os dias, alguns diziam que isso significava uma evolução para o Snack Steward, eu gostava mesmo era de trabalhar na pizzaria, mas queria aprender o máximo possível, outra coisa é que, fechando a pizzaria todos os dias, eu nunca saberia o que é o Crew Bar de verdade.

O próximo cruzeiro tinha tudo para ser mais tranquilo, os treinamentos já haviam terminado, eu estava mais acostumado ao término do cruzeiro, a rota era incrível passando por lugares como Grécia, Turquia, Romênia, Ucrânia e Itália e dessa vez, eu teria um tempo maior para conhecer todos estes lugares.

P.S.: Farei uma lista explicando todos esses termos e palavras usadas a bordo.

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Publicado em: Atualizado em Mar 28, 2021
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Bruno
Já morei numa casa de lata flutuante onde o maior prazer era descobrir os sete mares. Trabalhei nos maiores eventos esportivos do mundo e vi o Bolt voando para mais um ouro no Rio de Janeiro. Hoje viajo o mundo sem data de volta para casa, na verdade, tenho chamado o mundo de minha casa. Não conto quantos países conheci pelo número de carimbos no passaporte, pois às vezes conheço dez países dentro de um só. Mergulhador e amante do oceano, amo aprender novos idiomas e coisas novas e escrevo sobre algumas das minhas aventuras no Na Proa da Vida.

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