Crônicas de Bordo: O resgate dos chicken fingers!

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Atualizado em Mar 29, 2021

Por: Bruno

Atualizado em Mar 29, 2021

Por: Bruno

Ahh a vida de Snack Stewad e o resgate dos chicken fingers…
Na Costa Cruzeiros, como em outras companhias, cada Snack Steward fica responsável por uma linha do Buffet, uma estação ou área aberta durante um cruzeiro, ou determinado período. A Débora, o Christian e eu, fazíamos os horários da manhã cuidando das Healthy Corner, e linhas da pizzaria. Tínhamos os nossos breaks normais durante o dia em horários diferentes do time que fechava a pizzaria.

Vida de tripulante e suas histórias

Buffet do resgate, ops! Do Costa Mediterranea - o resgate dos chicken fingers

Buffet do resgate, ops! Do Costa Mediterranea

O pessoal da animação sempre levava as crianças ao Buffet para o jantar dos “Bambini”, fazendo um tour e uma bela bagunça pelos corredores no navio.
Para o jantar das crianças, eram escalados alguns Snacks, responsáveis pela organização da comida e outros para ficarem servindo as crianças e ajudando os animadores. Nós três, normalmente tínhamos as funções mais tranquilas, pois o Bambini sempre acontecia no horário da nossa janta, então nós organizávamos as mesas e tudo que fosse possível para o time da pizzaria que voltaria do break.

Trabalho em navios de cruzeiro
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A comida do Crew Mess do Mediterranea não era ruim, mas também não era das melhores e sem muitas opções. Portanto, o Bambini se tornava uma ótima oportunidade para garantir uma boa comida. Todo mundo gosta das besteiras que eles servem pra criança pois sempre tem hambúrguer, batata frita e outras coisas, mas nós éramos apaixonados pelos chicken fingers do navio e estávamos dispostos a passar por alguns riscos para consegui-los.

Débora fazendo um mamagaio no buffet do Mediterranea.

Débora fazendo um mamagaio no buffet do Mediterranea.

Normalmente, quem estava preparando a linha era algum amigo nosso, mas ninguém gostava de ir pedir mais comida para o chefe filipino, ainda mais antes de o Bambini ter começado, então, o jeito era fazer o resgate dos chicken finger sem que a pessoa responsável pela estação percebesse. O Poojary era um supervisor sensacional, mas odiava que tentassem enrolar ele de alguma forma.

A missão e o resgate dos chicken fingers

A missão para conseguir a comida era uma das coisas mais patéticas que fazíamos a bordo, mas fazíamos pela aventura. Geralmente éramos Débora, Christian e eu, e um de nós “O Responsável” entrava na linha como se fosse ajudar ou levar algo, e já tinha na memória os pedidos dos colegas: hambúrguer, fritas, hot-dog e os maravilhosos chicken fingers.
Quando dava o horário do nosso break, chegávamos perto da linha, que tinha uma saída para a back pool, o responsável pelo resgate já deveria estar com todas as encomendas prontas, e nós faríamos o transporte.

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O responsável saia para avisar aos outros que estava indo para o break e nos entregava a encomenda, nós andávamos agachados para outra direção, como se estivéssemos numa guerra, ou perseguindo alguém, passávamos pela parte de trás do buffet, olhando e correndo ainda meio que agachados até chegar num elevador. A missão ficava ainda mais real, quando no Buffet estava tocando a música tema do filme “007”. Não sei se alguém já nos viu fazendo isso, mas eu acharia um tanto estranho ver tripulantes daquele jeito andando perto da piscina hahaha.

Back Pool do Costa Mediterranea

Back Pool do Costa Mediterranea

O responsável estaria esperando no Crew Mess, para que os três se juntassem e pudessem comer os tão sonhados chicken fingers, hambúrguer, fritas e hot-dogs. Às vezes a missão ficava mais difícil, pois o supervisor estava por perto e nós não poderíamos fazer o transporte, então o responsável tinha de levar TUDO, em menor quantidade ou cada um se arriscar e pegar o que quisesse. Quando isso acontecia, o grupo de pessoas correndo agachados e morrendo de dar risadas era ainda maior.
O importante é que nunca falhamos na missão, no resgate dos chicken fingers.

Se eu fosse colocar todas as histórias em um só post, ficaria gigante, então tentarei colocá-las em Crônicas de Bordo para ficarem menores e mais detalhadas, espero que gostem.

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Publicado em: Atualizado em Mar 29, 2021
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Categorias: Trabalho em Navios
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Bruno
Já morei numa casa de lata flutuante onde o maior prazer era descobrir os sete mares. Trabalhei nos maiores eventos esportivos do mundo e vi o Bolt voando para mais um ouro no Rio de Janeiro. Hoje viajo o mundo sem data de volta para casa, na verdade, tenho chamado o mundo de minha casa. Não conto quantos países conheci pelo número de carimbos no passaporte, pois às vezes conheço dez países dentro de um só. Mergulhador e amante do oceano, amo aprender novos idiomas e coisas novas e escrevo sobre algumas das minhas aventuras no Na Proa da Vida.

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