Emergência na Tailândia: abrindo a cabeça em Koh Samui e seguro World Nomads

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Atualizado em Mar 1, 2021

Por: Bruno

Atualizado em Mar 1, 2021

Por: Bruno

Era dia 16 de abril, e o sol estava lindo num Domingo de Páscoa em Koh Samui. Não que a data fosse importante para nós ou para os tailandeses, que não comemoram as datas cristãs e ocidentais e nem mesmo sabem o significado delas, mas não era também a data perfeita para se ter uma emergência na Tailândia.

 O momento em que eu cheguei no hospital e começaram a raspar um pouco do meu cabeloemergencia-na-tailandia-hospital em koh samui

O momento em que eu cheguei no hospital e começaram a raspar um pouco do meu cabelo

Antes de contar toda a história, quero dizer que, depois de muitas cotações e leituras, escolhemos comprar o seguro da nossa viagem de mais de um ano com a World Nomads. O seguro é ótimo e já acionamos quatro vezes durante a viagem.

A primeira vez foi essa emergência na Tailândia, na ilha de Koh Samui (texto abaixo), a segunda vez foi quando nos roubaram no Laos, e o pessoal do seguro queria nos fazer um depósito caso precisamos de dinheiro para sair do país, comer e etc,

A terceira vez foi quando quebrei um dente também no Laos, mas fui atendido assim que cheguei em Phuket e a quarta vez foi em Koh Phi Phi, na Tailândia, quando a Vic sentiu fortes dores no pé e na perna após pisar com força e meio que sem jeito no chão, ao descer de um banco durante o passeio de barco. Nas quatro vezes que acionamos o seguro viagem da World Nomads o atendimento foi ótimo e não tivemos que pagar nada diretamente aos hospitais na Tailândia.

Agora que já falei das vezes que tivemos problemas, e que os serviços da World Nomads foram excepcionais, vou falar sobre o primeiro caso e como fizemos para acionar o seguro viagem.

Emergência na Tailândia: primeiros dias em Koh Samui

Havíamos chegado em Koh Samui para ver e comemorar o Songkran (Ano Novo Tailandês) que aconteceu entre 13 e 15 de abril. A festa foi sensacional e nós curtimos muito os dias que passamos na praia de Chaweng durante a celebração do Ano Novo na Tailândia.

Após o encerramento das festas, a ilha ficou mais tranquila e nós queríamos sair um pouco da área turística de Chaweng. Resolvemos mudar para Lamai e, assim, saímos do Kluay Mai Boutique Guesthouse, onde passamos os primeiros dias e fomos para o Rich Resort, na praia de Lamai.

Ao chegar no Rich Resort, tivemos que esperar o quarto ficar pronto e, sendo assim, saímos para comer algo e conhecer um pouco da região de Lamai, que é também tão turística quanto Chaweng. Comemos num restaurante indiano muito bom e provamos um prato que virou um dos favoritos quando o assunto é comida indiana: chicken pakora.

Voltamos para o hotel e o nosso quarto estava pronto, colocamos as mochilas e, tudo que queríamos, era um bom banho de mar pois o calor de abril na Tailândia estava nos matando. Descemos para a piscina do hotel (que foi um dos motivos da mudança pra Lamai) e decidimos que ficaríamos ali por um tempo e depois sairíamos pela praia para tomar o nosso banho de mar.

Emergência na Tailândia: brincadeira perigosa

Quando estávamos curtindo a piscina, conhecemos uma menininha russa que estava com os pais, que eram muito legais.

Brincando com a menininha russa na piscina do hotel - emergencia na Tailândia _ World Nomads

Brincando com a menininha russa na piscina do hotel

Eles não falavam quase nada de inglês, mas conseguíamos manter uma comunicação e começamos a brincar na piscina com a menininha e umas pedrinhas que ela tinha. Depois de muita brincadeira tentando encontrar as pedrinhas, eles pediram pra mudar e, começamos a “apostar corrida” de uma ponta a outra da piscina.

Quando eu já estava cansado e havia brincado por quase uma hora, decidi sair e ir chamar a Victória para andar na praia. A menina e o pai estavam se divertindo muito e pediram que eu ficasse mais e eu disse que ficaria para mais uma corrida e iria embora.

Emergência na Tailândia: abrindo a cabeça

Nos preparamos numa ponta da piscina e a menininha estava no meio, como se fosse o árbitro da competição. Eu queria ganhar a última e então decidi que nadaria forte naquela.

Quando a menina “autorizou”, nós saímos nadando muito forte em direção à outra ponta. Eu fechei os olhos, pois o cloro estava extremamente forte e continuei nadando na piscina, que não era nem um pouco grande. Tentei tirar a cabeça da água para respirar e, na mesma hora, coloquei a mão para frente, para sentir se a borda estava chegando…

BUUUUMMMMM – foi o que me lembro de ter ouvido em seguida.

Na hora, eu senti que algo estava errado. Eu senti o cano fazendo um barulho estranho e senti também a forma em que minha cabeça havia amortecido o impacto. Na hora, eu saí da piscina e dizia em inglês “abriu, abriu, minha cabeça abriu…“.

Eu estava bem e tranquilo e, por isso, ninguém se preocupou muito, até que o russo (pai da menininha) veio olhar e fez uma cara de preocupado. Eu chamei a Victória, enquanto a mãe russa pegava gelo no bar, e disse que teríamos de ir ao hospital.

O russo tentava jogar água com a mangueirinha da piscina e eu já podia ver o sangue descendo pelo meu pescoço e braços. Ainda estava calmo, mas o começo de dor me deixava com um pouco de medo.

Emergência na Tailândia: contato com o seguro viagem e ambulância

Enquanto tudo aquilo acontecia na piscina, a Victória tentava ligar para o nosso seguro viagem no Brasil para dizer o que aconteceu e pedir auxílio em relação a qual hospital deveríamos ir. Nós tentamos por alguns minutos, mas a linha estava ocupada e, então, decidimos chamar a ambulância pelo telefone do hotel.

A ambulância não demorou 5 minutos e muito rapidamente eu estava deitado na maca. Eles me perguntaram se eu tinha seguro viagem ou não (para saber onde me levar) e, quando ouviram a resposta positiva, pegaram o caminho para o hospital internacional de Koh Samui, o Thai International Hospital.

Na ambulância enquanto o enfermeiro trocava a gaze que enchia de sangue - emergência na Tailândia - World Nomads

Na ambulância enquanto o enfermeiro trocava a gaze que enchia de sangue

Ficar deitado naquela maca enquanto a ambulância fazia curvas e os “sobe e desce” até Chaweng foi um dos piores momentos da nossa viagem, que àquela altura completava seis meses. A minha cabeça doía e, durante o trajeto, o enfermeiro trocava a gaze que estava cheia de sangue. Várias coisas passavam pela minha mente e o maior medo é que a viagem fosse acabar ali.

Emergência na Tailândia: no hospital em Koh Samui

Chegando no hospital, já havia uma equipe esperando para o atendimento. Nos pegaram na ambulância e nos levaram para uma sala grande com macas, onde havia outros dois “gringos” sendo atendidos.

As enfermeiras (que não falavam muito bem inglês) examinaram a minha cabeça e disseram que o corte era grande, mas somente superficial, não havia sido nada mais grave ou muito fundo. Pois bem, deram anestesia no local, rasparam a parte da ferida e começaram a costurar, costurar e costurar.

Não viaje sem seguro! Um dos principais gastos dessa nossa longa viagem pela Ásia é o seguro viagem, pois sabemos que se prevenir é sempre importante, principalmente quando se trata do quesito saúde. Comprovamos isso quando o Bruno bateu a cabeça e precisou ser hospitalizado na Tailândia. Nós estávamos cobertos pela World Nomads e o suporte foi sensacional, e em português. Outro grande parceiro brasileiro é a Seguros Promo, que oferece 5% de desconto para os viajantes leitores do blog que usarem o código NAPROADAVIDA5.
Saúde durante a viagem não é brincadeira, não arrisque viajar sem seguro. 😉

Após alguns minutos, o médico chegou e disse que eu havia levado seis pontos na cabeça e, que precisaria ficar na ilha por mais uma semana para recuperação e troca de curativos. Os nossos planos eram de ir para Koh Tao no dia seguinte realizar o curso de mergulho e curtir as ilhas daquele lado, mas com certeza, eu não conseguiria fazer o curso com aquele curativo e não ia curtir as outras ilhas tendo que ir ao médico para trocar curativos.

Bem, como tínhamos tempo e podíamos ficar, resolvemos que passaríamos aquela semana em Koh Samui para tirar os curativos e esperar a cicatriz fechar ou melhorar.

Pagamento do hospital e contato com o seguro viagem

Como mencionei acima, o seguro viagem que usamos nessa longa viagem pelo mundo é o World Nomads, que nos permite comprar uma nova apólice a cada seis meses, mesmo estando fora do Brasil e por um preço muito melhor que as outras operadoras.

Antes de comprar, nós lemos muitas coisas sobre seguro viagem em vários lugares e pouquíssimos falavam sobre a World Nomads. Mas conhecendo blogs internacionais de pessoas que viajaram de uma forma parecida com a nossa, acabei descobrindo, gostando e fechando o seguro com eles. Eu sabia que em todos os lugares diziam que caso precisássemos, teríamos de pagar a conta do hospital e em seguida pedir reembolso e que, quando reembolsado, eles descontariam cerca de U$100 (dólares) por acionarmos o seguro. Não gostei disso no início, mas o preço mais acessível e a boa cobertura que oferecem valiam a pena.

Esperando a resposta do hospital em relação ao pagamento das despesas pelo Seguro Viagem World Nomads - emergencia na Tailândia

Esperando a resposta do hospital em relação ao pagamento das despesas pelo Seguro Viagem

No hospital

Após todo o tratamento no dia do incidente, fui levado à uma sala onde são realizados os pagamentos (cashier) e ali, me deram os remédios que eu precisaria contra dor e inflamação e, logo em seguida, me deram a conta com a cobrança dos serviços de transporte e médico daquele dia.

10,000 BAHTS! (mais ou menos R$1,000) Esse era o valor que cobravam e, o domingo que era de Páscoa, não estava nada doce.

Bem, eu disse que não tinha aquela grana para pagar na hora, mas o meu seguro cobriria, porém, eles ainda não tinham confirmação do seguro.

Como forma de garantia, pediram que eu deixasse meu passaporte lá, até que recebessem uma resposta do parceiro da World Nomads na Tailândia e, como eu teria de voltar no dia seguinte, não seria um problema.

Saímos do hospital, voltamos para o hotel e, assim que chegamos lá, o pessoal do seguro estava ligando e procurando por nós, pois estávamos sem um número tailandês naquela semana. Eles haviam liberado o pagamento daquele dia e também os próximos dias que eu precisasse ir ao médico.

No dia seguinte, nós mudamos de hotel. Saímos do Rich Resort em Lamai e voltamos para Chaweng, para ficar perto do hospital e nos hospedamos no bom e muito barato Samui Star Guesthouse.

Voltamos ao ótimo Thai International Hospital e eles já estavam com meu passaporte separado e as guias prontas para serem assinadas.

Enfermeiras durante uma das trocas de curativos no Thai International Hospital - Seguro Viagem World Nomads

Enfermeiras durante uma das trocas de curativos no Thai International Hospital

Repeti o processo de limpar e trocar os curativos todos os dias por uma semana e, claro, eu poderia ter feito isso em qualquer outro lugar ou até mesmo no hotel, mas como não tínhamos nada marcado e tínhamos também tempo para ficar em Koh Samui, preferimos fazer tudo certinho pra poder seguir viagem sem problemas posteriores.

As guias médicas e pagamento final

Em todos os dias que eu fui no hospital, fiz questão de pedir uma cópia da guia de pagamento com o valor cobrado naquele dia, pois mesmo que o seguro viagem estivesse cobrindo tudo, eu queria ter provas e um histórico comigo.

Resolvendo a questão do pagamento e como o seguro viagem iria cobrir as despesas - World Nomads

Resolvendo a questão do pagamento e como o seguro viagem iria cobrir as despesas

No fim, a soma de todo o tratamento, curativos, transporte do primeiro dia para o hospital e remédios deu mais de 25,000 BAHTS (apróx. R$2,500). Para alguns, isso não seria muita grana, mas para nós que estamos viajando por mais de dois anos, seria uma pancada absurda, além de ser quase o dobro do que havíamos pagado de seguro viagem por seis meses, para duas pessoas, ou seja, somente este caso já pagava o que havíamos gastado na compra da apólice. E, depois desse dia, ficou a lição:

Podemos ficar sem ir a um país, sem ver alguma atração importante, sem beber, festa ou o que for, MAS NÃO FICAMOS SEM SEGURO VIAGEM!

O atendimento da seguradora

Nós realmente nos impressionamos com o atendimento do pessoal da World Nomads. Tirando o início, quando não conseguimos o contato imediato, eles foram excepcionais! Lembro que a agente Erica ligava a cada três horas perguntando como eu estava e nos dias seguintes, outros agentes ligaram em diferentes horários para saber se estava tudo bem com o corte, se o hospital havia aceitado o pagamento e tudo mais.

A World Nomads, não há muito tempo, tem o atendimento em português e tudo é feito com o apoio da Zurich, outra seguradora boa e conhecida que trabalha no Brasil há bastante tempo, mas que nesse caso, atua com o padrão da World Nomads.

Minha dica neste caso

Caso você esteja usando o seguro da World Nomads durante a sua viagem ao exterior e algo emergencial aconteça (espero que não ??), entre contato diretamente com o seguro para saber como agir. Se não conseguir o contato imediato (como foi o nosso caso nessa emergência na Tailândia), encaminhe-se ao hospital ou peça para alguém te ajudar. Após todo o atendimento e tudo mais, o hospital entregará uma fatura e, a melhor coisa é que você evite ao máximo pagá-la! Diga que o seguro viagem cobrirá o tratamento e que você não tem o dinheiro naquele momento.

Se o caso for grave, provavelmente o seguro viagem já estará por dentro da situação e tomando as devidas providências.

Importante: tenha certeza de que o seguro viagem cobre o tipo de atividade que está praticando ou o tipo de acidente ocorrido. Pois mesmo dando um apoio, o seguro não cobrirá custos gerados a partir de uma atividade que eles não cobrem.

Pesquise seguro viagem para a sua viagem

Abaixo você pode fazer uma simulação e verificar valores do seguro para as datas da sua viagem.

 

Vídeo após o incidente

Abaixo está o vídeo que fiz na semana do incidente contando o que aconteceu e o curativo na cabeça:

Espero que esse texto seja útil e o ajude caso esteja em dúvidas sobre o seguro viagem ou caso não saiba o que fazer em casos como esse de emergência na Tailândia. Tem alguma experiência ou dica para compartilhar? Coloque aí nos comentários e vamos ajudar outros viajantes!

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Emergência na Tailândia

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Somos Bruno & Vic, dois viajantes que se conheceram e se apaixonaram trabalhando a bordo de um navio de cruzeiros. Em 2016, saímos em uma viagem ao mundo e, desde então, levamos a nossa vida na estrada. Entre caronas, voluntariados e trabalhos online compartilhamos nossas inúmeras experiências e pouco dessa vida nômade aqui no Blog Na Proa da Vida, veja mais

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Publicado em: Atualizado em Mar 1, 2021
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Bruno
Já morei numa casa de lata flutuante onde o maior prazer era descobrir os sete mares. Trabalhei nos maiores eventos esportivos do mundo e vi o Bolt voando para mais um ouro no Rio de Janeiro. Hoje viajo o mundo sem data de volta para casa, na verdade, tenho chamado o mundo de minha casa. Não conto quantos países conheci pelo número de carimbos no passaporte, pois às vezes conheço dez países dentro de um só. Mergulhador e amante do oceano, amo aprender novos idiomas e coisas novas e escrevo sobre algumas das minhas aventuras no Na Proa da Vida.

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