Mãe de tripulante a bordo de um Navio de Cruzeiros

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Atualizado em Jan 15, 2021

Por: Bruno

Atualizado em Jan 15, 2021

Por: Bruno

Roma - Vaticano - Italia4
Depois de um cruzeiro com festa indiana, nós estávamos cansados, mas já pensávamos na festa da independência brasileira que se aproximava.

Uma surpresa

Outro cruzeiro começava, e o ciclo continuava em um looping, que trazia um cruzeiro diferente a cada semana ou quinzena. Porém, este cruzeiro prometia, pois a mãe da Débora viria a bordo passar um dias com ela. Em Savona, eu fui acompanhar a Débora até o porto pra ver a mãe dela no salão de embarque, e foi um dos momentos em que mais senti falta de casa e da minha família, quando elas se viram e se abraçaram, começaram a chorar muito, e matando a saudade, que parecia que há anos elas não se viam, confesso que me emocionei e quando abracei a Noemi (mãe da Débora), foi como se estivesse abraçando a minha mãe. Senti que por um cruzeiro teria uma mãe postiça, pelo menos por um cruzeiro. Porém, a Noemi não era a maior surpresa deste cruzeiro. Na verdade, esse seria o nosso último cruzeiro a bordo do Costa Mediterranea. Assim que zarpamos de Savona sentido Israel, havia uma lista próxima ao Crew Purser com os nomes de todos os tripulantes que desembarcariam, seriam transferidos ou de alguma forma deixariam o Mediterranea. E nosso nome estava lá, viemos juntos, seríamos transferidos juntos. Porém, para o Costa Serena, iriam o William, Júlio e a Débora e eu, sozinho iria para o Costa Fascinosa, navio novo, regras novas e todos estavam de olhos virados para lá. Eu não gostei nada da notícia, mas essa é a vida a bordo e temos que aceitar. O pior era para Débora, que namorava um indiano, que embarcaria no Fascinosa em pouco tempo e ela dificilmente o veria, no final tudo deu certo e nesse post tem toda a história.



 

Festa da Independência do Brasil

Já estávamos no cruzeiro da festa da independência do Brasil, estávamos todos ansiosos. Era estranho ver que tinha uma passageira do Brasil a bordo, com quem podíamos conversar, a Noemi acabou virando amiga de muitos tripulantes. Descolada, com tatuagens pelo corpo e divertida, ela até foi em uma Crew Party com a gente no Crew Bar. Foi divertido, e a galera se divertiu também em ver a mãe de um tripulante em uma de nossas festas. Foi engraçado ver a Débora furiosa quando percebeu que o Assist. Bar Manager hondurenho estava interessado na mãe dela, a Noemi não dava a mínima, mas a Débora era muito ciumenta, chegou a falar com a cara para que parasse ou o reportaria.
Med - Debora1

Noemi e Débora, no Buffet




 

Med - Elman

Noemi e Elman (Buffet Supervisor)

Enquanto nós corríamos atrás de resolver as coisas para o transfer a vida seguia e tentávamos descer em todos os portos, pois podia ser a nossa última vez por lá. Tentávamos também aproveitar ao máximo o nosso tempo com os amigos e pessoas mais próximas à bordo, pois tínhamos certeza de que seria a última vez que veríamos muitas daquelas pessoas, outras poderiam ficar em nossa vida para sempre, o que com certeza aconteceria é que esses momentos sim, seriam eternos.

Camel Beach - Haifa - IsraelAproveitando o último cruzeiro no Mediterranea, fui em mais uma volta em Haifa, Israel para a Camel Beach, uma das praias mais conhecidas de lá, e que já tinha nos rendido boas histórias. Aproveitei pra descer na pequena Katakolon, na Grécia. Mas o grande momento desse cruzeiro seria o porto de Civitavecchia, que é a porta de entrada para quem quer ir a Roma. Quando se iniciaram os dois dias de at sea voltando de Israel, havia chegado o dia da nossa festa da independência do Brasil, todos estavam ansiosos pela festa e mais uma vez a mãe da Débora veio para a nossa festa, foi legal ter ela com a gente, mas é claro que a gente se comportou um pouco mais pela presença dela né?! A Débora se comportava de uma forma diferente também. A festa seguiu e a maioria de vocês já devem ter visto o final em outro post, com mais problemas e susto.
O Poojary havia nos dado um lunch off naquele dia, pois íamos embora e poderia ser a nossa última chance de visitar a cidade e claro, a mãe da Débora estava a bordo, e isso ajudou.
med - poojary

Noemi e Yogesh Poojary (Buffet Supervisor, o melhor)

Rumo a Roma

Levantamos bem cedo para trabalhar no café da manhã, e às 9h já estávamos livres e sem perder um segundo, nos arrumamos rapidamente e descemos para encontrar a Noemi lá embaixo, na gang way. Pegamos o shuttle bus que levava até a cidade, fora do porto. Dali, corremos até uma pequena bilheteria, em frente à lan house que costumávamos usar, onde vendiam as passagens do trem que leva até a cidade de Roma, havia muita gente comprando, mas também muita gente pegando os tours com as vans do porto e que eram mais caras, mas com um conforto e rapidez de locomoção pela cidade um pouco mais fácil e maior. Andamos na mesma rua no sentido da estação ferroviária de Civitavecchia, que era bem antiga e rústica. O trem demorou alguns minutos para chegar, mas quando veio, agradecemos muito pois era muito confortável, com poltronas grandes e macias. A viagem até Roma dura por volta de uma hora ou mais e a paisagem é sempre a do campo, com o mar aparecendo algumas vezes, muito boa pra relaxar, tanto que eu dormi uma grande parte dela.
Roma - Vaticano - Italia5

A Basílica de São Pedro, ao fundo

Já chegando em Roma eu acordei, estávamos próximos à estação Roma San Pietro, nossa primeira parada e claro, onde fica o Vaticano, menor país do mundo, e onde fica a Basílica de São Pedro, na Praça de São Pedro, onde também mora o papa. 
Em algumas ruas antes, é possível ver a beleza imponente da Basílica por entre os prédios, é incrível. Chegando na Piazza San Pietro, a energia é contagiante, até mesmo quem não é praticante da religião se sente abraçado. Ficamos por algumas horas dando voltas por ali, visitando o Museu que tem em frente e claro, as pequenas lojas de souvenirs ao redor, a estrutura do Vaticano é incrível, poderíamos gastar dias admirando tudo. Mas como somos tripulantes, e só ficamos um dia por lá, partimos em direção ao Coliseu.
Piazza San Pietro, com a Basílica de São Pedro, ao fundo

Piazza San Pietro, com a Basílica de São Pedro, ao fundo

Tínhamos a opção de pegar um táxi e ir direto, mas preferimos fazer tudo de ônibus e metro, pra poder conhecer mais da cidade. Tínhamos as coordenadas, então pegamos um ônibus que nos deixou em frente à grandes monumentos e prédios históricos, visitamos por um tempo e partimos novamente, outro ônibus e estaríamos em frente ao Coliseu. Fizemos uma pausa para um sorvete, tava quente pra caramba esse dia, e logo em seguida pegamos um ônibus que nos deixou um umas ruas antes do destino final, estávamos diante da Piazza Veneza com vista para o monumento Vittoriano. Fizemos tudo andando, até chegar ao Foro Romano, que se estendia por toda a avenida onde lá no final ficava, magnificamente o gigante Coliseu.
Roma - Coliseu

Coliseu, Roma

Era uma emoção enorme, estar em frente ao Coliseu, mais uma daquelas coisas que só víamos através dos livros de história na escola. Em frente ao Coliseu, muitas atrações e coisas para comprar, e muita gente também, tudo bem, nós só olhávamos para cima admirando-o. Depois de algumas fotos, fomos comer em uma banquinha que havia por ali, estávamos tão famintos que aquilo parecia a melhor coisa do mundo.



 

Seguimos para uma parte mais atrás do Coliseu e ficamos por ali, tirando fotos e conversando, mas a hora de voltar já estava chegando. A vida a bordo te dá a oportunidade de ver essas maravilhas do mundo, mas as tira em algumas horas.
Comendo com o Coliseu ao fundo

Comendo com o Coliseu ao fundo

Voltando, pegamos um metro na estação Colosseo, que fica do lado do Coliseu e segundo comentários fecharia em poucos minutos, com direção à estação de trem Roma Termini, para pegar o trem de volta à Civitavecchia. Exaustos, embarcamos no trem, só me lembro de entrar e acordar já chegando em Civitavecchia. Ainda tínhamos um tempo antes de voltar ao navio, então ficamos próximos ao porto, onde têm a estátua que foi reproduzida da famosa foto V-J Day in Times Square.
Estátua feita com inspiração na famosa foto tirada na Times Square, Nova York

Estátua feita com inspiração na famosa foto tirada na Times Square, Nova York

Foi um dia muito divertido, um dos melhores da minha vida, conhecer Roma foi um grande item riscado da minha bucket list. Estávamos de volta a bordo, e ao trabalho, cansados, porém em êxtase pelo dia maravilhoso. À noite contei tudo pra italiana, que já conhecia Roma e havia dado umas dicas. O cruzeiro estava no fim, e esse também seria o nosso fim no Costa Mediterranea. No café da manhã, me despedi da Noemi, ela voltava ao Brasil e a nossa jornada seguiria em outro navio. Depois de uma grande confusão neste cruzeiro, sabíamos para qual navio iríamos realmente (post a seguir).

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Publicado em: Atualizado em Jan 15, 2021
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Categorias: Trabalho em Navios
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Bruno
Já morei numa casa de lata flutuante onde o maior prazer era descobrir os sete mares. Trabalhei nos maiores eventos esportivos do mundo e vi o Bolt voando para mais um ouro no Rio de Janeiro. Hoje viajo o mundo sem data de volta para casa, na verdade, tenho chamado o mundo de minha casa. Não conto quantos países conheci pelo número de carimbos no passaporte, pois às vezes conheço dez países dentro de um só. Mergulhador e amante do oceano, amo aprender novos idiomas e coisas novas e escrevo sobre algumas das minhas aventuras no Na Proa da Vida.

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