Viajar sozinho: um relato sobre intuição, auto conhecimento e liberdade

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Atualizado em Mar 1, 2021

Por: Victória

Atualizado em Mar 1, 2021

Por: Victória

Depois de conhecer o João Pedro durante o passeio de barco em Koh Phi Phi e conversarmos muito sobre viagem e motivação, surgiu a ideia dele escrever um texto contando como foi a experiência de viajar sozinho pela primeira vez no Sudeste Asiático. Esperamos muito que este post ajude o maior número de pessoas a perder o medo de viajar sozinho e sair por ai, sem esperar por outras pessoas para realizar sonhos e conhecer esse mundo maravilhoso e incrível que vivemos. Tá ai uma história escrita com carinho para motivar a todos:

João Pedro em seu primeiro destino na Ásia: as Filipinas.

João Pedro em seu primeiro destino na Ásia: as Filipinas.

Viajar sozinho é bom!

“Me chamo João Pedro. Tenho 25 anos e sou advogado de formação, concurseiro no atual momento. Sou do interior de Minas Gerais e somente realizei minha primeira viagem internacional aos 20 anos. Acredito que o significado de realização pessoal é diferente pra cada um e, desde criança, para mim sinônimo de realização pessoal era um passaporte cheio da carimbos e uma vida cheia de histórias para contar.

Quando criança, assistia incessantemente “Mogli – O menino lobo (The Jungle Book)” e, desde então, nasceu em mim uma paixão pelas florestas asiáticas cercadas de templos em ruínas, o que fez com que eu passasse toda a minha adolescência pesquisando sobre países como Camboja ou Myanmar na internet. Ainda sim, conhecer qualquer um desses lugares sempre me pareceu um sonho distante, quase utópico, seja pelos custos ou pelas dificuldades que envolvem viajar pela Ásia saindo do Brasil.

João Pedro num barquinho típico da Tailândia, o longtail boat viajando sozinho

João Pedro num barquinho típico da Tailândia, o longtail boat.

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Pedi aos meus pais para não participar de nenhum evento de formatura na faculdade em troca de uma viagem e eles concordaram. A formatura chegou e ainda sim não tinha coragem para viajar sozinho, estava sempre esperando o momento e a companhia ideal para tomar uma decisão.

Eis que, um ano após minha formatura, um amigo que sempre soube do meu interesse em viajar para Ásia, me disse que seria seu próximo destino e me convidou para ir com ele. Começamos a busca por passagens baratas em uma boa data. Encontramos uma passagem super barata chegando nas Filipinas (que nunca tinha passado pela minha cabeça conhecer) e saindo da Tailândia. Meu amigo concordou em incluir o Camboja no roteiro por sempre estar em meus planos. Compramos as passagens para fevereiro de 2019, o mês mais ensolarado do Sudeste Asiático.

Tava tudo bom demais para ser verdade, até que aproximadamente 40 dias antes da viagem meu amigo recebeu a notícia que não poderia mais tirar férias na data programada e precisaria cancelar suas passagens. Tive que decidir entre não ir ou ir sozinho. Embora todas as forças ao meu redor me dissessem para desistir, no fundo tinha uma intuição de que isso tudo aconteceu porque eu não teria coragem de tomar a iniciativa de viajar sozinho, mas que seria uma experiência transformadora em minha vida.

Realizando um sonho ao visitar o templo Angkor Wat no Camboja.

Realizando um sonho ao visitar o templo Angkor Wat no Camboja.

A experiência

Resolvi pagar para ver, correr o risco, e hoje posso dizer com total segurança que tomei a melhor decisão da minha vida.

A viagem foi um divisor de águas na minha vida em todos os sentidos. Não só por estar viajando sozinho, mas por me atrever a ter essa primeira experiência na Ásia. Além de não ter as mesmas facilidades de países de língua inglesa ou espanhola, ou grande número de falantes em inglês, os países do sudeste asiático são subdesenvolvidos e possuem as mesmas dificuldades que enfrentamos no Brasil. Fora outras barreiras que imaginamos antes de partir, como a distância ou a culinária.

No fim das contas, percebemos que o elefante nada mais é que uma formiga, e que as coisas não são tão complicadas quanto parecem ser. Percebemos principalmente que também somos mais que acreditamos.
Viajar sozinho é conviver diariamente com uma série de surpresas que nos limitamos a ter quanto temos a confortável comodidade de estar com outras pessoas. Até não termos outra alternativa, não nos damos conta da pessoa que está tomando café na mesa ao lado, ou mesmo da pessoa sentada num banco ao lado no transporte.

Sem falar naquele dia que você quer ficar mais ou menos tempo na cama… está mais ou menos disposto, e não tem que dar satisfação nem se adequar aos planos de outras pessoas. Acho que a questão toda é essa: durante o nosso dia a dia, já temos nossa rotina limitada por trabalho, por compromissos e boletos a pagar. Porque nos acomodamos em permitir que isso continue a acontecer no momento que deveria ser nossa quebra de rotina e de descanso mental?

Visitando as Petrona Towers na Malásia.

Visitando as Petrona Towers na Malásia.

Posso citar algumas gratas surpresas que tive nessa viagem como, por exemplo, em uma conexão em Beijing encontrar brasileiros que haviam agendado um tour privado para a muralha da China e que tinha lugar para mais uma pessoa (o que ficaria extremamente caro se fizesse sozinho), ou mesmo algumas noites que saí para beber com pessoas que nunca vi na vida, de todo canto do mundo. Teve ainda uma carona numa garupa de uma moto na movimentada Bangkok depois de muito tempo sem conseguir um taxi… coisas que você só topa quando está sozinho e não tem nada a perder.

Entretanto, a maior lição que tirei dessa experiência toda foi que SIM, a gente dá conta de tudo que nos propusermos a fazer. A comunhão com a cultura, natureza e pessoas dos locais que visitamos é muito maior quando não estamos presos a nada, incluindo outras pessoas. Estamos tão acostumados a mantermos pessoas tóxicas em nossa vida apenas por conveniência. Tão vinculados a opiniões e aspirações alheias. Passar um tempo sozinho, distante da rotina e pessoas do nosso dia-a-dia, é acima de tudo, uma conexão com nós mesmos.

Voltei de viagem me conhecendo melhor, mais certo do que eu quero ou não para minha vida, e especialmente, mais firme pra tomar decisões que eu sempre posterguei. Temos tanto medo de dizer NÃO, porque damos importância super estimada às pessoas ao nosso redor. Além de ter sido minha primeira viagem sozinho, foi a primeira ficando exclusivamente em hostels, sem nenhum conhecido e apenas com uma mochila de 7kg nas costas. Antes de ir me perguntava como sobreviveria um mês com tão pouco… hoje acho que levei coisa demais…rs.

Precisamos de tão pouco para viver, tão pouco para sermos felizes. Preocupamos e damos importância para tantas coisas e pessoas completamente desnecessárias e descartáveis.

João viajando sozinho na Maya Bay durante o nosso passeio de barco "One Day Trip"

João na Maya Bay durante o nosso passeio de barco “One Day Trip”

Não viaje para a Ásia sem seguro! Um dos principais gastos dessa nossa longa viagem pela Ásia é o seguro viagem, pois sabemos que prevenir é sempre importante, principalmente quando se trata do quesito saúde. Comprovamos isso quando o Bruno bateu a cabeça e precisou ser hospitalizado na Tailândia. Nós estávamos cobertos pela World Nomads e o suporte foi sensacional e em português. Eles oferecem 5% de desconto com o código: PROADAVIDA.
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Saúde durante a viagem não é brincadeira, não arrisque viajar sem seguro. 😉

O que eu quero dizer com isso tudo é: confie mais em si mesmo, ouça mais a sua intuição. Se você busca em uma viagem algo além de um carimbo no passaporte e fotos bonitas, busca ser uma pessoa diferente e experiências altruístas, jamais perca a oportunidade de viajar sozinho e ter um encontro consigo mesmo, suas raízes interiores e prioridades.

Sei que ainda tenho muita coisa a viver, muita coisa para aprender e muitos lugares para conhecer, mas uma coisa que toda essa experiência me ensinou e que nunca irei esquecer é: o primeiro passo é sempre seu, e ninguém poderá fazê-lo por você”.

João Pedro Coelho, Minas Gerais (Brasil)

E você, tem vontade de viajar sozinho (texto)?

Curtindo um paraíso perdido nas Filipinas. Viajar sozinho é incrível!

Curtindo um paraíso perdido nas Filipinas.

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Somos Bruno & Vic, dois viajantes que se conheceram e se apaixonaram trabalhando a bordo de um navio de cruzeiros. Em 2016, saímos em uma viagem ao mundo e, desde então, levamos a nossa vida na estrada. Entre caronas, voluntariados e trabalhos online compartilhamos nossas inúmeras experiências e pouco dessa vida nômade aqui no Blog Na Proa da Vida, veja mais

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Publicado em: Atualizado em Mar 1, 2021
<a href="https://www.naproadavida.com/" target="_blank">Victória</a>
Victória
Nascida em São Paulo, estudou Lazer e Turismo (USP) e tem no DNA a palavra viagem. Ama dar dicas de viagens e contar as experiências que já viveu. Já visitou mais de 45 países e não pretende parar tão cedo.

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9 Comentários

  1. Allan Ribeiro Silva

    Cara, que texto legal! Sou jornalista e confesso que tive muita vontade de ler seu texto do começo ao fim. Sou apaixonado por viajar sozinha, a experiência é singular! Estou planejando minha viagem a Tailândia e tive mais coragem ainda depois de ver o seu post.

    Responder
    • Victória Farina

      Super felizes de saber que o texto te motivou a viajar sozinho! Se joga :)))

      Responder
  2. Sonia

    Uau!!!

    Responder
  3. Sueli

    Que rica experiência, que crescimento essa viajem deve ter trazido para sua evolução pessoal, parabéns pela coragem e pela forma clara e objetiva que vc relatou sua experiência

    Responder
    • Victória Farina

      O João Pedro com certeza vai amar ler essas palavras, obrigada pelo comentário Sueli1!

      Responder
  4. Debora

    Ualllll João uma super coragem mesmo. Mas cada vez mais, vou entendendo que temos que nos priorizar, entender as nossas intuições… às vezes não conseguimos…
    mas o importante é viver e viver feliz e com saúde , estas são as minhas prioridades.
    .. amei o post… espero que incentive outras pessoas…

    Responder
    • Sueli

      Parabéns João Pedro, que rica experiência vc adquiriu nessa viagem sozinho, onde vc percebeu e constatou que somos muito mais corajosos e fortes do que pensamos; e parabéns pela clareza e objetividade como escreveu relatando sua experiência.

      Responder

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