O que fazer em Hpa An: uma cidade não turística no Myanmar

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Atualizado em 8/07/2021
Por: Victória

Atualizado em 8/07/2021
Por: Victória

Hpa An foi a segunda cidade que conhecemos do Myanmar (veja nosso roteiro pelo país). O lugar é sensacional já que tem a tranquilidade de uma cidade de interior com paisagens de montanhas maravilhosas e, ainda por cima, muitas cavernas para visitar. Nós amamos de paixão pegar a moto, nosso mapa de papel que a guesthouse nos deu e simplesmente sair explorando cada cantinho de Hpa An, uma cidade nem um pouco turística que ainda guarda bastante dos costumes e tradições do país. Escrevemos nesse guia as coisas que você não pode deixar de fazer na cidade e algumas fotos para te convencer a não pular esse lugarzinho do seu roteiro pelo Myanmar.

Posts sobre o Myanmar:

O que fazer em Hpa an, no Myanmar:

Os principais templos

  • Kyauk Kalap Monastery: templo incrivelmente maravilhoso por fora. Gratuito e normal por dentro
  • Saddan Cave: 10 mil kyat + passeio de barco por aproximadamente 4 mil kyat por pessoa
  • Kaw Ka Taung Cave Temple e Mirante: templo/caverna super famoso por ter aquela fileira imensa de estátuas de monges, como na foto abaixo.
Kaw Ka Taung Cave Temple: uma super dica do que fazer em Hpa An, no Myanmar

Kaw Ka Taung Cave Temple em Hpa An, no Myanmar

Outras coisas legais para fazer:

  • Acordar bem cedinho (tipo 6h da manhã) e ver o super movimento no mercado matutino
  • Ir num fim de semana na Waterfall Village ver como os locais se divertem
  • Tomar La Phat Yay (chá tradicional com leite condensado) em todas as coffee shops que encontrar
  • Ver o nascer do sol do lago Kan Thar Yar
  • Comer uma salada tradicional birmanesa super barata no Sun Shine Tea & Food (ou qualquer coisa de lá, que é uma delícia)
  • Tomar café da manhã estilo burmês no restaurante indiano que fica perto da praça do relógio. Não veja o cardápio, só aponte o que quer dependendo do pedido dos clientes locais. Fizemos isso e experimentamos coisas bem engraçadas e diferentes.
Kyauk Kalap Monastery no Myanmar

Kyauk Kalap Monastery em Hpa An, no Myanmar

Quantos dias ficar em Hpa An

Pelo menos dois dias/uma noite. Planejamos ficar dois dias na cidade mas, depois de perceber que tudo era muito mais barato do que esperávamos e de termos adorado explorar as ruas e montanhas, decidimos passar um dia a mais e fazer tudo com mais calma, do nosso jeito.

Onde ficar em Hpa An

Vimos vários hotéis mais afastados do que consideramos o Centro de Hpa an e, ao menos que tenha uma moto e disposição para utilizá-la em todos os momentos do dia, não recomendamos.

A melhor localização, em nossa opinião, é ficar nas homestays perto do mercado matinal que é onde tudo acontece: existem restaurantes disponíveis, lojas para aluguel de moto, comprar coisas úteis e você vai chegar e sair da cidade por esta rua. Os hotéis recomendados são:

Onde nós ficamos em Hpa An

Than Lwin Pyar hostel. Esta homestay super simples não está em nenhuma plataforma de reservas online e o encontramos andando pela cidade, ás 7h da manhã do dia da nossa chegada. Escolhemos este porque foi o mais em conta que encontramos para um quarto privado para duas pessoas na manhã e porque, quando entramos no tão famoso Soe Brothers, o recepcionista estava dormindo tão profundamente que não nos ouviu chamando, nem muito perto dele hahaha.

Recomendamos a acomodação para quem quer economizar já que tinha tudo que precisávamos (cama confortável, privacidade e banheiro) por um valor baixo (pagamos 12k kyat por diária para duas pessoas).

Como chegar em Hpa An

Chegamos de ônibus vindo de Yangon (7k kyat por pessoa para aproximadamente 6 horas de trajeto). O ônibus te deixa no meio da cidade e você pode ir caminhando até sua acomodação ou contratar um táxi para isso. Você também pode chegar de avião ou até de barco (saindo de Mawlamyine ou outras cidades do Myanmar) usando o trajeto pelo rio Than Lwin.

Veja nosso post com dicas de trem e ônibus no Myanmar.

Como se locomover em Hpa An

Para visitar as cavernas e atrações você pode alugar uma moto (5k kyat por moto) ou fazer um tour que a maioria dos hotéis oferece (12k kyat por pessoa). Se você não dirigir moto esta pode ser a melhor maneira de conhecer o local, já que as distâncias entre uma atração e outra são bastante grandes. Nós alugamos uma moto e visitamos a cidade da nossa maneira preferida: mapa na mão, Maps.me e GPS funcionando e parando em lugares aleatórios no meio do caminho que chamavam a atenção.

Nosso mapinha que seguimos para visitar as principais atrações dessa cidade incrível do Myanmar

Nosso mapinha que seguimos para visitar as principais atrações de Hpa An, no Myanmar

Como sair de Hpa An

Para sair da cidade você pode pegar um ônibus ou os táxis compartilhados que te levam para cidades vizinhas. Nós pegamos um taxi compartilhado (3k kyat por pessoa por cerca de 5 horas) que nos levou para Kyaikto, cidade mais próxima de uma das principais atrações do Myanmar: a Golden Rock (Pedra Dourada). Você também pode sair da cidade de avião.

Nossas lembranças da cidade de Hpa An:

Chegamos bem cedinho em Hpa An, quando ainda estava escuro e ficamos ali mesmo, na estação improvisada de ônibus. Nos amarramos nas mochilas e dormimos por algumas horas esperando o amanhecer. Lutamos contra mosquitos e dissemos não para alguns motoristas que vinham nos oferecer serviço mas em nenhum momento nos sentimos com medo ou ameaçados.

Quando amanheceu, abrimos os olhos bem em tempo de ver uma fila de mais de 30 mini monges indo receber as oferendas do dia, foi um momento encantador. Pegamos nossas mochilas e partimos a procura de um hostel/hotel/hospedagem. Perguntamos em alguns locais os valores e seguimos andando. No caminho, já pesquisamos valor de moto e escolhemos a loja que iríamos alugar mais tarde para a nossa aventura. A cidade estava super movimentada e o mercado pulsava com verduras, carnes, frutas e pessoas, muitas pessoas, mesmo sendo antes das 7h da manhã.

Estação improvisada de ônibus onde dormimos por algumas horas até o sol se nascer em Hpa An

Estação de ônibus improvisada onde dormimos por algumas horas até o sol se nascer em Hpa An

Vivenciando a vida local

Depois de um super banho gelado de canequinha e nossa merecida soneca pegamos o mapa improvisado com a recepção e partimos para explorar Hpa An, super empolgados para visitar mais uma cidade do Myanmar. Visitamos o Kaw Ka Taung Cave Temple e ficamos surpresos pela beleza do lugar mas, o que mais nos conquistou foi passar o templo e ir adiante, vendo as pessoas se divertirem num lindo sábado de Outubro.

As crianças e adolescentes pulavam na água cristalina e os adultos bebiam cerveja, chá ou o que fosse que tinha na xícara deles. As risadas, as pessoas acenando e a alegria das pessoas é, com certeza, o que mais nos lembramos desse dia que, só de recordar, já me arrepia de saudades.

Uma das coisas que não podemos esquecer de Hpa An é das bombinhas que as crianças soltam do nada e sempre nos fazem levar o maior susto. Você está super concentrado visitando algo ou olhando uma estátua e, de repente, BUM! Você pula de susto e as crianças em volta começam a rir sem parar. Outra lembrança bem forte que tenho dessa cidadezinha é andar de moto pela estrada e ver os morros imensos e ficar toda pensativa, admirando a paisagem e se apaixonando cada vez mais pelo país.

Saddan cave e problema com a moto

Não planejávamos visitar a Saddan Cave naquele dia mas, como estávamos dispostos, continuamos o caminho na estrada cheia de lama até começar a chover. Paramos e procuramos abrigo embaixo de uma casa que parecia vazia mas logo a moradora deu o ar da graça e apareceu, com um sorriso imenso no rosto e duas garrafas de água, além de um cacho imenso de bananas para nos oferecer.

Conversamos por sinais, agradecemos fortemente e ficamos ali, esperando a chuva passar, na companhia de nossa nova amiga birmanesa. Quando a chuva passou já estava quase noite mas, como estávamos próximo a caverna, decidimos continuar. Quando chegamos na entrada da caverna percebemos que ela estava fechada mas, mesmo assim, nos aventuramos, passamos pela cancela e entramos.

Ficamos com medo mas continuamos seguindo, cada vez mais dentro da imensa caverna. Nossa lanterna do celular tremia junto com as nossas mãos mas não tínhamos coragem de voltar, queríamos ver até onde aquela imensa caverna escura ia. Passamos por pontes, lugares fechados e também partes super altas e abertas até chegar numa parte com MUITOS morcegos.

Continuamos seguindo em frente, agora mais rápido imaginando que, quando o sol abaixasse totalmente, todos os morcegos iam voar loucamente na nossa direção. Chegamos ao “final” da caverna e ficamos abobados com a beleza daquela imensa cratera que dava para um lago que parecia não ter fim. Descemos e admiramos um pouco a paisagem mas sem parar de pensar no longo caminho de volta e no monte de morcegos que podia nos atingir.

Voltamos correndo (literalmente) com a lanterna na mão e sempre olhando para trás, a espera do pior acontecer a qualquer momento, mas não aconteceu, FELIZMENTE. Chegamos sãos e salvos no início da caverna, tomamos um pouco de fôlego, passamos pela cancela novamente e voltamos para o estacionamento para pegar nossa moto.

Vista maravilhosa do final da caverna

Vista maravilhosa do final da caverna

No caminho de volta da Saddan Cave, já quase a noite, sentimos a nossa moto um pouco estranha mas continuamos seguindo. Paramos em uma ponte para tirar foto do pôr do sol e, quando tentamos ligar a moto, ela não ligou. Bruno tentou por algumas vezes de todas as maneiras que aprendemos para ligar a moto nesses anos de viagem na Ásia mas nada funcionou.

Começamos a andar na rua e, em menos de 20 metros, uma família inteira de burmeses já estava em cima da nossa moto tentando resolver o problema e nos oferecendo os sorrisos mais sinceros e agradáveis do mundo. Depois de mais de uma hora de tentativas, pessoas chegando, tentando ajudar e saindo, ligações para o dono da moto e muitas risadas, a moto finalmente funcionou e seguimos caminho, agora sem parar para tirar foto e temendo que ela parasse de funcionar entre um semáforo vermelho e outro. Deu tudo certo, chegamos na loja de aluguel de moto e trocamos por uma sem problemas para poder aproveitar o próximo dia nessa cidade maravilhosa do Myanmar.

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Experimentando comidas e vícios locais

Foi no mercado noturno de Hpa An que experimentamos pela primeira vez o “betel nut”, o famoso fumo que os burmeses mastigam o tempo todo. Foi MUITO estranho. Pedi para a menina uma “porção”, coloquei na boca e fiquei ali, na frente de vários burmeses, mastigando. Eles começaram a rir da minha cara, eu não sabia o que fazer e não parava de mascar, mesmo que o gosto de tabaco seja horrivelmente nojento e estava tomando conta da minha boca. A menina que me vendeu o fumo fez gesto que era para eu cuspir e eu, o mais rápido possível, cuspi TUDO, tossindo e rindo da minha experiência estranha e engraçada.

Assistindo takraw

Na segunda noite estávamos voltando para a guesthouse e nos deparamos com um campo de takrawo esporte mais típico dos burmeses. O campo era todo enlamaçado e todos eles estavam super sujos de barro mas o jogo estava muito bom e ficamos lá por horas assistindo, torcendo e se divertindo. Televisão pra que quando você está visitando a Ásia?

E aí, gostou das dicas? Tem alguma dúvida? E como foi a sua experiência visitando Hpa An? Conta pra gente aqui nos comentários! Se quiser ver mais fotos ou vídeos sobre o Myanmar e outros países da Ásia, siga as nossas redes sociais: Instagram, Facebook, Pinterest e YouTube

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Somos Bruno & Vic, dois viajantes que se conheceram e se apaixonaram trabalhando a bordo de um navio de cruzeiros. Em 2016, saímos em uma viagem ao mundo e, desde então, levamos a nossa vida na estrada. Entre caronas, voluntariados e trabalhos online compartilhamos nossas inúmeras experiências e pouco dessa vida nômade aqui no Blog Na Proa da Vida, veja mais

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<a href="https://www.naproadavida.com/" target="_blank">Victória</a>
Victória
Nascida em São Paulo, estudou Lazer e Turismo (USP) e tem no DNA a palavra viagem. Ama dar dicas de viagens e contar as experiências que já viveu. Já visitou mais de 45 países e não pretende parar tão cedo.

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